Polícia

Polícia investiga ataque à mulher que teve rosto e pescoço queimados em Cachoeirinha

Mulher pediu socorro à uma pessoa que passava na rua logo após a agressão. Ela teria dito que alguém roubou seu celular e que havia jogado fogo em seu rosto.

01/09/2019 16h40
Por: Redação Sou de Canoas
Fonte: G1 RS
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Ataque foi registrado na Polícia Civil. — Foto: Reprodução
Ataque foi registrado na Polícia Civil. — Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga o ataque à uma mulher, de 55 anos, que teve o rosto e o pescoço queimados, na tarde de sexta-feira (30), em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

De acordo com o delegado Leonel Baldasso, ela está internada em estado grave na UTI do Hospital Cristo Redentor. A assessoria de imprensa da instituição informou que ela teve queimaduras de terceiro grau.

"Não temos nada de concreto ainda. Os policiais tentaram falar com ela na sexta-feira (30), mas ela não tinha condições de dizer nada. O que se sabe é o que ela disse minutos após o ataque, à uma pessoa que passava na rua e a levou até o hospital", disse o delegado.

O ataque aconteceu na Rua Esperança, na Vila Parque Brasília, por volta das 14h. Na ocorrência, a testemunha, que socorreu a vítima, contou o que a mulher teria dito antes de desmaiar: "levaram meu celular e me tocaram fogo".

"Eu não acredito em assalto, mesmo sabendo que nada pode ser descartado. É muito pouco provável usar fogo ou qualquer coisa desse tipo para roubar pessoas. O assaltante usa ameaça. É um mistério até falar com ela", contou o delegado.

A polícia tem poucos detalhes sobre o caso e espera a melhora da mulher para colher mais informações. "É um produto corrosivo, mas não me parece fogo. As roupas dela foram encaminhadas para perícia e nós pretendemos ouvir ela e familiares nesta segunda-feira (2)", disse Baldasso.

O delegado informou que as roupas dela estavam intactas, sem marcas corrosivas. No local onde aconteceu o ataque não há câmeras de segurança. A polícia aguarda mais informações sobre o trajeto da mulher para tentar imagens em outras ruas próximas.

"A ideia é tentar identificar algo fora de comum naquela região, mas antes precisamos saber de onde ela veio e para onde estava indo e se a pessoa estava a pé, num carro, de bicicleta. Ainda não sabemos nada. Ela estava muito assustada".

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